viernes, 21 de mayo de 2010

Te Apresentamos a uma Mulher...

que originou tudo isto... conhecer-la é sempre um prazer!
Começamos? Bem, vou a entrevistar:


*ENTÃO, VICENTA MARIA, FALA-NOS UM POUCO DOS TEUS PRIMEIROS ANOS.
Como alguns já devem saber nasci em Cascante, uma terra lá no norte da Espanha, no dia 22 de Março de 1847,Era uma menina viva, alegre e inteligente, como muitas das que cá estão agora… A minha infância desenvolve-se num clima de paz e serenidade, que favorece a vivência da minha fé no seio de uma família tradicionalmente cristã. Recebi uma cuidada educação na qual vão ter um lugar de destaque: os meus pais, o meu tio sacerdote e uma tia, que mais tarde será religiosa.
Um dia depois do meu nascimento, iniciei o meu caminho de cristã, recebendo o Sacramento do Batismo na igreja paroquial da minha aldeia natal. Vivi uma infância simples, alimentada de uma sólida piedade e cresci na fé, até ao ponto de estar preparada para receber a primeira Comunhão dois anos antes do que meninas da minha idade. Esse meu primeiro encontro
encontro com Jesus é o prelúdio de uma devoção profundamente eucarística, que será um traço característico da minha espiritualidade.
Outro dos grandes amores da minha vida é a Virgem Maria que, desde a infância, vai ser para mim como raio de luz que ilumina a minha existência. De modo especial, destaco o meu amor à Imaculada Conceição e à Virgem do Romeiro que, a partir do seu Santuário, abençoa e protege os habitantes de Cascante. Sob o amparo da Virgem cresce em mim uma fé sólida, uma esperança certa e uma ardente caridade.
*A TIA D. MARIA EULÁLIA, FOI DECISIVA NA TUA VIDA, NÃO FOI?
Sim, para adquirir uma formação cultural mais completa, sendo ainda pré adolescente, quando tinha apenas 10 anos, os meus pais decidem levar-me a Madrid a viver com os meus tios, D. Maria Eulália e D. Manuel Maria, que me inculcam a caridade e o serviço aos mais necessitados.
Nos tempos livres, acompanhava á minha tia nas suas obras benéficas, entrando assim em contacto com o mundo do sofrimento, da insegurança, da ignorância e da miséria.
Nas freqüentes visitas que fazia à Casa das Órfãs e Empregadas Domésticas na Praça de S. Francisco, isto lá pelo ano de 1857, descubro a trágica situação em que se encontram as jovens que, atraídas pelo fenômeno da industrialização, chegam das aldeias à procura de trabalho.
Nas freqüentes visitas que fazia à Casa das Órfãs e Empregadas Domésticas na Praça de S. Francisco, isto lá pelo ano de 1857, descubro a trágica situação em que se encontram as jovens que, atraídas pelo fenômeno da industrialização, chegam das aldeias à procura de trabalho.
Com escassa preparação humana, sem qualquer proteção laboral, indefesas e desamparadas, vivem na grande cidade expostas a enormes perigos, sobretudo de ordem moral. Vivendo situações incômodas, por doença ou outros motivos, encontram-se sós, sem teto, sem possibilidades materiais.
A minha tia Maria Eulália, sensibilizada para as necessidades destas jovens, sai ao encontro delas pondo à sua disposição uma “Casita” onde são acolhidas. Uma Obra que requer muito sacrifício, disponibilidade, dedicação e um entusiasmo fundado no amor e na esperança.

*COMO SERÁ QUE VICENTA MARIA DESCOBRIU A SUA VOCAÇÃO?
ISSO ELA NOS O CONTA AMANHA.

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